Servidores da saúde municipal de Campina Grande vêm usando as redes sociais para expressar o sofrimento e a indignação diante do colapso da saúde pública na gestão do prefeito Bruno Cunha Lima.
São diversas as postagens que retratam o desespero diário de profissionais que enfrentam falta de estrutura, condições precárias de trabalho, escassez de insumos e ainda não recebem seus salários em dia. Enfermeiros, técnicos, médicos e agentes comunitários relatam o sentimento de abandono e desvalorização, enquanto continuam sustentando, com esforço e sacrifício, o atendimento à população.
As publicações revelam a dura realidade de quem está na linha de frente e se vê obrigado a manter o sistema funcionando praticamente no improviso, mesmo sem o mínimo de reconhecimento financeiro e institucional.
A revolta cresce entre os profissionais, que afirmam estar carregando a saúde do município nas costas, enquanto a Prefeitura permanece em silêncio diante dos atrasos e da falta de planejamento.
O protesto virtual reflete um cenário que se repete por toda a rede municipal: postos sem medicamentos, hospitais com escalas desfalcadas e contratos terceirizados sem pagamento. O resultado é o agravamento de uma crise que já atinge diretamente pacientes e servidores.
Campina Grande vive um caos sem precedentes na saúde pública, e agora, a voz dos trabalhadores ecoa nas redes — como um grito de socorro e de resistência.