Shutdown: sem acordo no Senado, governo dos EUA entra em paralisação

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Faltando menos de duas horas para o Congresso dos Estados Unidos aprovar o pacote de gastos do país, não houve acordo. O Senado decidiu encerrar os trabalhos, e a partir desta quarta-feira (1º) muitos serviços federais já devem começar a ser paralisados por falta de verba.

Os republicanos, que têm maioria no Congresso, aprovaram uma resolução na Câmara para manter o governo funcionando até novembro. No entanto, para entrar em vigor, a proposta teria que ser aprovada também no Senado, onde eram necessários 60 votos para passar.

Com 53 senadores, o Partido Republicano precisava de parlamentares democratas, que fizeram exigências para votar a favor da resolução. Entre elas, a volta de verbas para a saúde que os republicanos cortaram este ano, num total de US$ 1 trilhão. Os republicanos não aceitaram, e houve o impasse.

Assim, o shutdown só acaba quando sete senadores democratas votarem a favor da resolução, fazendo com que o Congresso volte a financiar a máquina federal. Isso, porém, pode demorar.

O último shutdown nos EUA durou sete semanas – começou em dezembro de 2018 e foi até o fim de janeiro do ano seguinte – e resultou numa queda de 0,4% no PIB no primeiro trimestre de 2019. Agora, o impacto do shutdown pode ser maior, caso dure tanto tempo: 800 mil funcionários federais serão dispensados, afetando muitas áreas da economia dos Estados Unidos. Todos os parques nacionais serão fechados, e muitos controladores de voo, sem receber salário, poderão não aparecer para trabalhar nos aeroportos, causando atrasos e cancelamento nos voos, como aconteceu em 2019.

A partir desta quarta-feira, apenas os trabalhadores essenciais do governo federal vão continuar em serviço, como militares, agentes de imigração e o FBI. Trabalhando ou não, nenhum funcionário federal recebe salário enquanto a paralisação continuar, e os salários atrasados só serão pagos quando o governo reabrir.

Informações do globonews

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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