SINTAB CONVOCA SERVIDORES DA SAÚDE DE CAMPINA GRANDE PARA ASSEMBLEIA E DIA DE PARALISAÇÃO NESTA QUINTA (04/12)


O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (SINTAB) convoca todos os profissionais da saúde de Campina Grande para uma Assembleia Geral com Dia de Paralisação nesta quinta-feira, 04 de dezembro, na UBS Anailda Carvalho Marinho, localizada na Rua José Toscano de Medeiros, s/n, Conjunto Acácio Figueiredo, Bairro Três Irmãs.

Um ônibus estará disponível para o deslocamento dos servidores, com saída às 8h do Teatro Municipal Severino Cabral.

A mobilização ocorre como resposta direta ao que o sindicato classifica como um colapso generalizado na saúde pública municipal, agravado pela falta de condições adequadas para trabalhar e pela instabilidade financeira que atinge a categoria.

As pautas centrais da paralisação incluem:

• Melhores condições de trabalho, diante da precarização crescente das unidades e da sobrecarga das equipes;

• CPI da Saúde, cobrando transparência na aplicação dos recursos e apuração de irregularidades;

• Atrasos salariais, já somando cinco meses pendentes, afetando médicos, enfermeiros, técnicos e diversas outras categorias da rede municipal.

O SINTAB reforça que a categoria está cansada de esperar soluções que não chegam, enquanto a gestão municipal segue acumulando falhas e justificativas sem efeito prático. A paralisação faz parte de um movimento contínuo de enfrentamento contra o abandono da rede pública.

RESUMO DO CAOS DA SAÚDE NA GESTÃO DE BRUNO CUNHA LIMA

A situação da saúde pública em Campina Grande se agravou nos últimos meses, criando um cenário de instabilidade jamais registrado na cidade. Entre os principais problemas estão:

1. Atrasos salariais generalizados

• Profissionais da rede municipal acumulam cinco meses de salários atrasados, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos, agentes e demais categorias.

• O atraso tem provocado evasão de profissionais, redução de atendimentos e compromete gravemente o funcionamento das unidades.

2. Falta de pagamentos a hospitais privados, filantrópicos e prestadores

• Hospitais privados e filantrópicos que atendem pelo SUS estão sem receber há meses.

• Clínicas de exames, laboratórios e fornecedores de insumos também acumulam débitos, afetando diretamente a realização de procedimentos.

3. Hospital da Criança

• A unidade enfrenta falta de insumos, superlotação e dificuldade de manter equipes completas por causa dos atrasos e das condições precárias.

• Relatos de pais e servidores apontam queda na qualidade e demora em atendimentos essenciais.

4. Dr. Edgley

• O hospital enfrenta um dos piores cenários: estrutura comprometida, falta de profissionais em turnos críticos e atrasos salariais constantes.

• Fornecedores reduziram entregas por falta de pagamento, o que afeta diretamente cirurgias e atendimentos ambulatoriais.

5. Precarização das UBSs

• Falta de medicamentos básicos, equipes incompletas e unidades funcionando com restrições.

• Servidores relatam ausência de EPIs suficientes e sobrecarga diária.

6. Falta de transparência

• A gestão segue sem apresentar respostas claras sobre a utilização dos recursos e sem justificar o acúmulo de dívidas.

• O SINTAB e outras entidades pedem investigação e responsabilização.

O sindicato afirma que “a categoria chegou ao limite” e que a paralisação desta quinta é mais um capítulo de uma luta que continuará até que a gestão municipal assuma suas responsabilidades.

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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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