Trabalhadores terceirizados que atuam como Auxiliares de Serviços Gerais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Campina Grande seguem sem receber os salários referentes ao mês de dezembro de 2025. A denúncia foi feita pelo vice-presidente do SINTAB, Napoleão Maracajá, e expõe uma grave situação de vulnerabilidade social enfrentada pelos profissionais.
Os trabalhadores são contratados por meio da empresa GENERAL GOODS, responsável pela prestação de serviços à Prefeitura Municipal de Campina Grande. Mesmo exercendo funções essenciais ao funcionamento das unidades de saúde, os profissionais permanecem sem qualquer previsão de pagamento.
De acordo com o SINTAB, o atraso salarial compromete diretamente a subsistência dos trabalhadores e de suas famílias. Há relatos de risco iminente de despejo, contas de água e energia atrasadas, endividamento e dificuldades para garantir alimentação e outras necessidades básicas.
“Salário não é favor. É direito garantido por lei e deve ser pago integralmente e dentro do prazo”, afirmou Napoleão Maracajá. O dirigente sindical cobra providências imediatas, transparência na condução do caso e responsabilização dos envolvidos.
A situação revela um quadro alarmante de precarização do trabalho terceirizado no município, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública. Enquanto os profissionais seguem cumprindo suas jornadas, o direito mais básico — receber pelo trabalho realizado — é negado.
Até o momento, não houve manifestação oficial nem da Prefeitura de Campina Grande nem da empresa GENERAL GOODS sobre a regularização dos pagamentos.
O silêncio do poder público e da empresa contratada agrava ainda mais a crise, reforçando a sensação de abandono enfrentada pelos trabalhadores. Entidades sindicais afirmam que novas medidas poderão ser adotadas caso o problema não seja solucionado de forma imediata.
#CampinaGrande #Denúncia #Terceirizados #SaláriosAtrasados #CriseNaSaúde #DireitosTrabalhistas #SINTAB #PB #ServiçoPúblico #Fiscalização