A política paraibana acaba de ganhar um capítulo digno de manual das estratégias oportunistas: a tradicional família Cunha Lima — que por décadas marchou unida sob um mesmo projeto de poder — agora pode chegar ao próximo ciclo eleitoral espalhada em três candidaturas distintas ao Governo da Paraíba. Não por divergência ideológica, nem por visão de estado. Mas por cálculo, sobrevivência e conveniência.
É a “trifurcação política”:
três braços estendidos em direções diferentes, todos buscando apenas uma coisa — uma vaga dentro da máquina estadual.
Quando um braço alcança, o resto do corpo vem atrás.
No momento, a divisão está assim:
— Ronaldo Cunha Lima Filho declarou apoio ao projeto de Cícero Lucena;
— Ronaldo Neto decidiu marchar com Pedro Cunha Lima;
— Bruno Cunha Lima mantém compromisso fechado com Efraim Filho.
Três palanques distintos, mas um único objetivo:
garantir que, seja lá quem vença, um Cunha Lima esteja sentado perto do poder, com influência, cargos, espaço e controle político.
Para analistas, a estratégia revela a perda de unidade do grupo e, ao mesmo tempo, uma aposta pragmática: dividir para aumentar as chances de retorno, mesmo que isso exponha a completa desarticulação interna. O que parece confusão, na prática, funciona como uma tentativa de infiltração eleitoral múltipla.
Cada membro corre para um lado, não para defender ideias — mas para garantir que alguém, em algum palanque, tenha condições de puxar o clã de volta para o centro das decisões estaduais.
O símbolo é claro:
uma família antes unida agora se comporta como um corpo estilhaçado, onde cada fragmento tenta, por conta própria, agarrar um pedaço do poder para depois arrastar o restante consigo.
O resultado é um cenário de puro surrealismo político, com doses iguais de vaidade, oportunismo e sobrevivência.
Na Paraíba, até fragmentação vira estratégia.
E, como sempre, quem assiste é o eleitor — tentando entender se há projeto de estado ou apenas projeto de poder.
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