A crise na saúde pública de Campina Grande atingiu um nível inaceitável e aterrador. Em uma decisão histórica e devastadora para a gestão Bruno Cunha Lima, o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) interditou eticamente três setores cruciais do Hospital Municipal Pedro I após encontrar irregularidades que colocam pacientes e profissionais em risco extremo.
A medida, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14), atinge diretamente:
– UTI Adulto 2 (UTI 2)
– Centro de Material e Esterilização (CME)
– Posto de Enfermagem 2
Segundo o relatório final da Comissão de Sindicância do Coren-PB, as cenas encontradas nos setores interditados são dignas de um colapso hospitalar: falta de higiene, equipamentos precários, espaços sem privacidade, materiais armazenados de forma irregular e, ainda pior, técnicos obrigados a realizar procedimentos exclusivos de enfermeiros — uma violação gravíssima das normas legais e éticas.
O documento revela que, apesar das fiscalizações anteriores, não houve absolutamente nenhuma ação da gestão do Pedro I para corrigir as falhas. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que deveria proteger pacientes e trabalhadores, aparece no relatório como inerte, sem qualquer plano ou resposta ao aumento dos riscos assistenciais.
A decisão do Coren-PB declara claramente: a situação é tão grave que não há como garantir segurança mínima à vida humana nessas áreas. A interdição vai durar até que a Prefeitura apresente soluções reais e estruturais — algo que, até agora, não aconteceu.
Enquanto a gestão municipal segue em silêncio, o Coren orienta os profissionais a manterem atendimento apenas aos pacientes internados até o momento da interdição, como determina o Código de Ética da Enfermagem. O termo deverá ser afixado em local visível na unidade, expondo publicamente o colapso instalado.
O que deveria ser um hospital de referência está sendo transformado em um campo de risco, e a responsabilização da gestão Bruno Cunha Lima agora ganha contornos ainda mais graves — com um órgão federal apontando falhas que ameaçam vidas diariamente.
Campina Grande exige respostas. E exige imediatamente.
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