Às vésperas de um julgamento que promete sacramentar a queda definitiva do prefeito de Cabedelo, André Coutinho, a defesa do gestor apresentou um pedido de última hora ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) na tentativa de adiar o desfecho do caso.
O recurso, protocolado neste domingo (9) no processo nº 0600409-84.2024.6.15.0057, é visto como uma jogada desesperada de um grupo político acuado. O objetivo é suspender a sessão marcada para esta segunda-feira (10), quando o TRE deve confirmar a cassação de Coutinho e de seus aliados, já punidos em primeira instância por abuso de poder econômico, político e compra de votos nas eleições de 2024.
A defesa alega “justo impedimento” para o comparecimento de um dos advogados, argumento que, segundo fontes do Ministério Público Eleitoral, não se sustenta nem juridicamente, nem eticamente. Isso porque a banca é composta por vários advogados, e o processo vem sendo sucessivamente retardado pelos mesmos profissionais, numa estratégia de protelar o inevitável.
O julgamento teve início no último dia 30 de outubro, quando o relator rejeitou todas as preliminares da defesa e deu início à votação. O processo foi interrompido após pedido de vistas do desembargador Aluízio Bezerra Filho, que deve apresentar seu voto nesta segunda. Fontes internas do tribunal garantem que há uma tendência clara de formação de maioria para manter a cassação e tornar Coutinho e seus aliados inelegíveis.
A ação, que tramita sob sigilo parcial, é resultado das operações En Passant I e II, que revelaram um esquema de corrupção e infiltração criminosa dentro da Prefeitura de Cabedelo. As investigações apontam o uso da máquina pública para comprar votos, manipular contratos e cooptar lideranças políticas com dinheiro público.
Nos bastidores, o pedido de adiamento é tratado como uma tentativa desesperada de adiar uma sentença que já está escrita. O grupo de Coutinho acumula derrotas em série e enfrenta um processo robusto, repleto de provas e depoimentos contundentes.
A sessão do TRE-PB segue mantida para esta segunda-feira (10), sob alta tensão política e institucional. Caso o tribunal confirme a decisão de primeiro grau, André Coutinho e seus principais aliados perdem imediatamente os mandatos e ficam inelegíveis, abrindo caminho para uma mudança radical no comando político de Cabedelo.
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