O Ministério Público da Paraíba (MPPB) acaba de acionar judicialmente a Prefeitura de Campina Grande, escancarando o caos e o desrespeito que tomaram conta da Saúde municipal sob o comando do prefeito Bruno Cunha Lima.
A Ação Civil Pública, com pedido de liminar, foi movida nesta terça-feira (4) pela promotora Adriana Amorim, da Promotoria de Defesa da Saúde, após a gestão descumprir prazos, compromissos e até ordens anteriores do próprio Ministério Público.
Segundo o MPPB, a denúncia nasceu de reclamações do Conselho Municipal de Saúde e do Sintab, que relataram um cenário de calamidade: profissionais há mais de dois meses sem receber salário, hospitais operando no limite e uma administração mergulhada em opacidade e descontrole.
Nem mesmo informações básicas foram fornecidas pela Prefeitura. Bruno Cunha Lima não apresentou o número de servidores da Saúde, nem os valores atualizados da folha de pagamento. Ou seja, a própria gestão perdeu o controle da máquina pública — ou tenta esconder o tamanho do buraco.
Enquanto isso, a Saúde de Campina desaba. Falta remédio, falta material, falta gente, falta gestão.
Sobram filas, postos fechados, servidores humilhados e promessas vazias.
O caos virou rotina, e o que resta é um sistema público à beira do colapso total.
Médicos, enfermeiros e técnicos denunciam o desespero de trabalhar sem receber, enquanto o prefeito sorri em eventos e ignora o colapso que consome a cidade.
Com a ação do MPPB, a Justiça agora precisa intervir onde a Prefeitura cruzou os braços.
Bruno Cunha Lima é cobrado a assumir a responsabilidade pelo desastre que sua gestão causou — um desastre que atinge não apenas servidores, mas toda a população de Campina Grande, hoje refém de uma administração sem rumo, sem transparência e sem compromisso com a vida das pessoas.
Campina vive um apagão moral, financeiro e administrativo.
E o Ministério Público apenas confirma o que todos já sabiam: a saúde pública faliu sob a gestão Bruno Cunha Lima.
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