Vergonha e caos administrativo: Sintab e servidores denunciam calotes salariais na Saúde e expõe drama humano de famílias abandonadas em Campina Grande


A situação dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande ultrapassou qualquer limite administrativo e se transformou em um caso de abandono social. Após ser oficialmente provocado por servidores desesperados, o Sintab denunciou que trabalhadores seguem sem receber o 13º salário e, em muitos casos, também os vencimentos de dezembro, mesmo com o ano de 2026 já em curso.


O que deveria ser período de renovação virou um cenário de angústia, humilhação e sofrimento. Famílias inteiras passaram o Natal e o Ano Novo sem dinheiro para o básico. Pais e mães viraram o ano sem saber como pagar aluguel, comprar comida ou garantir medicamentos. A denúncia revela uma realidade dura: servidores públicos essenciais foram empurrados para a insegurança absoluta.


A maioria das reclamações parte de servidores contratados da Saúde, que dependem integralmente do salário para sobreviver. Nas redes sociais, os relatos são chocantes: contas vencidas, geladeiras vazias e crianças privadas do mínimo. A indignação tomou conta das plataformas digitais, escancarando o contraste brutal entre o discurso institucional e a vida real dos trabalhadores.


O presidente do Sintab, Franklyn Barbosa, não poupou palavras ao classificar a situação como cruel e desumana.

“É um sofrimento diário. O servidor acorda todos os dias sem saber quando vai receber. Tivemos profissionais da saúde que passaram o Natal sem uma ceia, sem dignidade alguma. Isso é inadmissível”, afirmou.


Antes da virada do ano, a Prefeitura divulgou uma nota oficial atribuindo os atrasos a dificuldades de fluxo financeiro, bloqueios judiciais e queda de arrecadação. O comunicado, no entanto, não apresentou datas, prazos ou qualquer garantia concreta de pagamento. Para os servidores, a nota soou como mais uma tentativa de empurrar o problema para frente, ignorando o drama humano instalado dentro das casas.


A ausência de cronograma agravou a revolta. O sentimento predominante entre os trabalhadores é de abandono completo. Justificativas burocráticas não compram alimentos, não pagam contas atrasadas e não aliviam a dor de quem trabalha em serviços essenciais e, mesmo assim, é tratado com descaso.


O início de 2026 repete, de forma ainda mais grave, o cenário de 2025. A crise deixou de ser apenas administrativa e financeira e passou a ser uma crise moral, que atinge diretamente a dignidade de quem sustenta o funcionamento do sistema público de saúde.


Enquanto não há resposta concreta, servidores seguem cobrando o óbvio: respeito, pagamento em dia e o cumprimento da lei. O atraso salarial já não é um detalhe técnico — é um retrato cruel da falência administrativa que empurra trabalhadores e suas famílias para o limite.



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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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