"A Paulista não é da direita, é do povo", diz Lula em ato com Haddad em SP
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou de um ato na região da Avenida Paulista neste sábado (3/10), véspera do 1º turno das eleições. Durante o discurso, Lula afirmou que “a Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”. A fala acontece após um desentendimento com a Prefeitura de São Paulo, que tentou barrar o evento, e de um movimento do PT para apuração dos votos neste domingo (4/10) na avenida.
Batizada oficialmente pela campanha de “Brasil Pronto para Mais”, a caminhada também contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato petista ao governo paulista, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que compõem a chapa de Lula.
A concentração do evento iniciou por volta das 10h na Avenida Paulista. Após a chegada do presidente, os apoiadores iniciaram a caminhada pela Rua Augusta. Segundo a organização do evento, a dispersão acontecerá por volta das 13h na região da praça Franklin Roosevelt.
Anunciado pela campanha petista durante a semana, o ato virou tema de disputa com a Prefeitura de São Paulo, que tentou vetar eventos na Paulista durante o final de semana de eleição. Em comunicado oficial, o partido lamentou o que chamou de “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”. Durante a caminhada, a concentração precisou ser transferida para a Rua Augusta. Representantes da campanha responsabilizaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela alteração e afirmaram que a Polícia Militar (PM) impediu que trios elétricos estacionassem no local.
A primeira-dama, Janja da Silva, enfatizou que o partido realizará o ato durante a apuração, mesmo sem autorização da prefeitura. “Amanhã, Ricardo Nunes, a Paulista é nossa. E você, vá plantar batata. Vai ter que nos engolir”, disse. O evento de domingo foi proibido com base no pedido do TRE-SP para que a avenida permaneça integralmente desobstruída durante a eleição.
Nunes também foi criticado pelas candidatas ao Senado da Chapa, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Com informações do Metrópoles