Alta do querosene de aviação pode afetar preço das passagens aéreas

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O aumento nos preços médios do querosene de aviação (QAV), anunciado nesta quarta-feira (1º/4) pela Petrobras, pode afetar diretamente os valores das passagens aéreas no Brasil.

 

Mais cedo, a estatal informou que, a partir desta quarta, haverá alta de 54,63% nos preços do QAV, em média, o que representa R$ 5,495 por litro acima do preço do mês anterior.

 

Ao contrário da gasolina e do diesel, os ajustes nas tarifas do QAV são mensais, definidos por meio de contratos negociados com as distribuidoras.

 

Por que as passagens podem subir

O aumento nos preços do querosene de aviação vendido para as distribuidoras pode acabar pesando no bolso dos brasileiros que viajam de avião.

Atualmente, pouco mais de 30% das despesas das companhias que atuam no setor estão relacionadas à aquisição de combustíveis e óleos lubrificantes. Com um reajuste de quase 55%, a tendência é a de que pelo menos parte desse custo adicional para as empresas seja repassado aos consumidores, por meio de aumento nos valores das passagens nos próximos meses.

O aumento nos preços do querosene de aviação já havia sido antecipado, na última segunda-feira (30/7), pela Vibra Energia (antiga BR Distribuidora). Trata-se da maior empresa de distribuição de combustíveis e lubrificantes do país. Privatizada em 2021, a Vibra atua com a marca Petrobras em postos de serviço e lidera o mercado de aviação.

O reajuste de quase 55% no QAV é decorrente, entre outros fatores, da escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que afetou diretamente os preços internacionais do petróleo – eles fecharam o mês de março em alta superior a 60%, o maior avanço mensal em quase 40 anos, desde 1988.

Apesar de o Brasil ser um grande produtor de QAV, o país ainda importa cerca de quinto de sua demanda doméstica. A Vibra controla a BR Aviation, responsável pelo abastecimento de cerca de 60% das aeronaves em 90 aeroportos do país.

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