Contrata em 20 ações, advogada do Master só atuou no Tribunal do marido
O escritório da advogada Camilla Ramos, tratado por assessores de Daniel Vorcaro como sendo da “turma do KN” e contratado pelo Banco Master para defender os interesses da instituição em 20 ações de 12 casos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro. Mas só atuou efetivamente em um: exatamente aquele que corria no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), onde o marido dela, Newton Ramos Pereira Neto, é desembargador. Nesta quinta-feira (24/9), a Polícia Federal realizou operação no gabinete dele.
O contrato entre o Master o o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos (QVQR) foi revelado pelo Metrópoles, na coluna Andreza Matais, e previa honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em casos que envolvem R$ 8,5 bilhões, o que poderia render até R$ 427 milhões aos advogados em casa de êxito.
O acordo lista 20 processos, de 12 casos, nos quais o escritório de Camilla deveriam prestar serviço “nos autos das ações judiciais”. Em dezembro de 2024, ela e o filho, Gabriel Newton, foram habilitados em todos os esses processos pelo escritório Sacramone, Orleans e Bragança Advogados (SOB), que já trabalhava para o banco.
A habilitação ocorreu em dezembro de 2024. Desde então, em 19 processos apenas o SOB continua peticionando como representante do Master e não há qualquer participação do escritório de Camilla Ramos nos autos, o que era o escopo do trabalho.
O marido dela, o desembargador Newton Ramos, repassava a Vorcaro pedidos do ministro Kassio Nunes Marques, como hospedagem no hotel Fasano, como revelou o Metrópoles na coluna Tácio Lorran. A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher. Nunes Marques era desembargador do TRF-1 antes de se tornar ministro do STF e ainda tem forte influência no tribunal.
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🤳 Divulgação/QVQR
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