Eleita sem apoio de nenhum presidenciável, Raquel sofre pressão do PT para estar com Lula no 2º turno, mas recusa

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Flávio diz respeitar, mas Lula não está tão satisfeito assim. Reeleita governadora de Pernambuco em primeiro turno, Raquel Lyra (@raquellyraoficial), do PSD, decidiu manter no segundo turno presidencial a mesma postura adotada durante sua campanha: não declarar apoio a nenhum dos candidatos ao Palácio do Planalto.

A posição contraria a movimentação da campanha do presidente Lula (PT), que tenta atrair governadores e lideranças do PSD para a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Raquel venceu a eleição pernambucana com 53,27% dos votos válidos, contra 44,82% de João Campos (PSB). Durante o primeiro turno, a governadora não declarou voto nem mesmo no candidato presidencial de seu próprio partido e construiu sua campanha estadual sem vincular sua candidatura a um presidenciável.

Após a vitória, a campanha de Lula passou a mirar governadores do PSD e do MDB em busca de novos apoios para o segundo turno. Raquel está entre os nomes considerados estratégicos pelo grupo petista, especialmente pelo peso eleitoral de Pernambuco e pela vantagem histórica de Lula no Nordeste.

A governadora, no entanto, afirmou nesta segunda-feira (5) que não pretende alterar sua posição. "Eu sempre disse que ser pernambuquista era colocar Pernambuco em primeiro lugar, independentemente de qualquer circunstância. Foi isso que a gente fez ao longo deste primeiro mandato, que nós temos a oportunidade e a honra de poder exercer em Pernambuco. Manterei minha coerência", declarou.

A decisão se dá depois de uma campanha estadual em que Lula terminou politicamente mais próximo de João Campos. Na reta final do primeiro turno, o presidente participou de ato em Pernambuco ao lado do candidato do PSB, apesar de Raquel manter uma relação institucional com o governo federal e agradecer publicamente pelas parcerias administrativas entre Brasília e o estado.

Ao longo da campanha, Raquel repetiu que estava no "palanque de Pernambuco". A governadora também argumentou que sua relação com o governo federal era institucional e baseada em projetos e investimentos para o estado, sem que isso representasse necessariamente um alinhamento eleitoral com Lula.

Com informações do Conexão Política Brasil.

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