Fim do inquérito das fake news para sanar crise racha STF e amplia tensão
MORAES, DINO E GILMAR SE OPÔEM À DECISÃO DE FACHIN
O encerramento do inquérito das fake news como alternativa para solucionar a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) divide ministros e amplia a dificuldade de contornar a mais recente e grave instabilidade institucional.
O ministro Edson Fachin, presidente do STF, defendeu, no final da semana passada, o fim do inquérito aberto em 2019 por Dias Toffoli e comandado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Fachin já havia dito em março que o inquérito foi importante para "salvaguarda" do STF e para preservação da democracia e enalteceu o trabalho de Moraes, mas ponderou que "todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno".
A CNN mostrou na última semana que a percepção do grupo do STF mais crítico ao inquérito é a de que o momento representa uma oportunidade de acelerar o fim da investigação.
A despeito de Fachin contar com o apoio explícito de ministros como Cármen Lúcia, uma ala do tribunal critica o encerramento "forçado" do inquérito. Integram essa ala, entre outros ministros, o próprio Alexandre de Moraes, relator do inquérito, o decano do tribunal Gilmar Mendes e Flávio Dino, que se manifestou neste final de semana sobre o assunto.
Com informações da CNN Política.