Flávio Bolsonaro nega acordo com Alcolumbre para barrar CPI do Master
O senador Flávio Bolsonaro negou ter feito um acordo para barrar a CPI do Banco Master. Em nota, ele rejeitou a possibilidade de entendimento com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para frear o avanço da comissão.
“O senador Flávio Bolsonaro repudia a tentativa de associá-lo a qualquer acordo para barrar a CPMI do caso Master. É absurdo supor entendimento com [o ministro do STF] Alexandre de Moraes, cujas decisões atingiram diretamente Jair Bolsonaro e seus aliados”, diz o texto divulgado por sua assessoria.
Na mesma nota, o senador responsabilizou o PT por dificultar a apuração do caso.
“Quem tem dificultado a apuração é o Partido dos Trabalhadores, que não assinou a instalação da CPMI. Lula teme ter que explicar por que recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro às escondidas e os contratos envolvendo ex-ministros que receberam milhões do banqueiro”, afirmou.
Flávio também disse que a oposição mantém a defesa das investigações. “a oposição não teme investigações —ao contrário, defende seu avanço. O senador seguirá atuando pela transparência e responsabilização dos envolvidos”.
Alcolumbre segura CPI
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou de fora da pauta a leitura do requerimento que permitiria a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Sem esse passo formal, a comissão não sai do papel.
Segundo a Folha, Alcolumbre acertou com a oposição um acordo para evitar contestação à decisão, esvaziando o risco de embate em plenário.
Em troca, o presidente do Congresso priorizou a análise do veto ao projeto da dosimetria, proposta que trata das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e que pode alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O requerimento da CPI mista foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e reuniu 281 assinaturas. A proposta prevê apurar possíveis relações entre integrantes do Judiciário e o banco.
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tenta abrir uma CPI na Câmara com foco em operações do banco com o BRB. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) recorreu ao Supremo Tribunal Federal para obrigar a leitura de pedido semelhante no Senado, ainda sem decisão.
Com informações de O Antagonista.