Flávio vence Lula no debate da Globo por 9 x 1
O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi melhor do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate antes do segundo turno das eleições.
Se eu integrasse uma banca avaliadora de debates, daria notas 9 e 1, respectivamente, aos candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Não por ser, como dizem os governistas mais exaltados, "fascista" de pai e mãe, nem por minha amizade pessoal com Jair Bolsonaro, mas por critérios estritamente lógicos.
Flávio recebe nota 9: sete pontos pela oratória correção gramatical, linguagem acessível, vocabulário respeitoso, fluidez, dicção, tom de voz, pertinência temática e organização cronológica e dois pela postura paciente e pacífica. Não chegou a 10 por abusar do "eu prometo", embora seja difícil evitar a expressão em um debate político, sobretudo no segundo turno. Começou mal, mas percebeu isso rapidamente abandonou o estilo de preleção à moda de Tarcísio de Freitas que marcou sua fala inicial.
Lula recebe nota 1, exclusivamente pelo vigor físico demonstrado aos 81 anos mérito real de quem se mantém plenamente apto, física e mentalmente, para debater. Fora isso, seu desempenho foi catastrófico. Mesmo com o auxílio evidente do mediador César Tralli -fosse por deferência, temor reverencial, patronal ou misericórdia mesmo -, não administrou bem o tempo de fala, recurso que dominara em 2022.
Também ignorou a regra de regionalidade do primeiro bloco: formulava perguntas genéricas e apenas acrescentava, ao final, expressões como "no Sudeste" ou "no Rio Grande do Sul". Em todos os blocos, prejudicou a tréplica do adversário ao introduzir novas perguntas durante a réplica e abusou da afirmação "ele não respondeu". Quanto ao português, dispensam-se comentários... Lula ainda recorreu a ofensas, pronunciadas em tom agressivo, em meio a um discurso fragmentado, hesitante e pouco claro. Tudo isso sem mencionar o tal "GÚGU".
Com informações do Metrópoles.