Júlia de Castro, perseguida na Universidade Federal por ser bolsonarista, é eleita no RJ sob apoio de Nikolas

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Júlia de Castro (PL) foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro neste domingo (4), com 103.880 votos. Aos 24 anos, a candidata conquistou uma das 46 vagas destinadas ao estado na Câmara dos Deputados e integrará a nova legislatura a partir de fevereiro de 2027.

A jovem ganhou projeção nacional após denunciar perseguição política durante a graduação em História na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Colegas passaram a hostilizá-la depois de descobrirem seu apoio a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Neste ano, Júlia venceu um processo relacionado aos ataques ocorridos na universidade. O caso se tornou parte de sua trajetória política e reforçou seu discurso em defesa da liberdade de expressão e da presença de estudantes conservadores no ambiente acadêmico.

A candidatura recebeu apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG), que participou da campanha de diferentes nomes conservadores pelo país. Júlia aparece entre os candidatos impulsionados pelo deputado mineiro que conquistaram mandatos nas eleições de 2026. A votação de Júlia a colocou entre os 20 candidatos mais votados para deputado federal no estado.

Com forte presença nas redes sociais, a nova deputada construiu sua campanha em torno de pautas conservadoras e de sua identificação com o bolsonarismo. Ela também ocupa a vice-presidência nacional do PL Jovem e já atuava na mobilização política de jovens antes de disputar seu primeiro mandato federal.

O PL teve um desempenho expressivo no Rio de Janeiro e conquistou 15 das 46 cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados. Além de Júlia, foram eleitos nomes como Altineu Côrtes, Sóstenes Cavalcante, General Pazuello e Soraya Santos.

Com informações do Conexão Política Brasil.

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