NA CBN: 'Eles que romperam conosco', diz Lupi ao anunciar saída do PDT da base de Lucas

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O cenário político da Paraíba passou por uma movimentação importante nesta quarta-feira (12). O PDT (Partido Democrático Trabalhista) anunciou que não faz mais parte da base de apoio do governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, em entrevista exclusiva ao jornalista Felipe Nunes, da CBN, que classificou a movimentação do governo estadual como um "recado direto de rejeição" ao partido.

Segundo Lupi, o descontentamento surgiu após a imposição do nome de Lígia Feliciano (União Brasil) para a chapa, sem que houvesse qualquer diálogo prévio com o PDT.

“Em nenhum momento foi discutido, foi colocado o nome de Dra. Lígia (Feliciano) como candidata em nenhuma reunião. Eles fizeram essa opção e, ao fazê-la, fizeram a opção de não querer o PDT”, desabafou o dirigente.

Lupi foi enfático ao rebater a ideia de que o partido estaria abandonando o governo por iniciativa própria.

“Na verdade, eles que romperam com a gente quando simplesmente ignoraram um nome que, no meu ponto de vista e de toda a classe política, era o mais leve e com futuro mais promissor: o de Rafaela”, afirmou.

Futuro: Candidatura própria ou apoio a Cícero

Com o desembarque da base governista, o PDT agora traça novos rumos. A maioria interna do partido já decidiu por não seguir com a candidatura de Lucas, e duas frentes de atuação estão sobre a mesa.

A primeira é a candidatura própria. O partido tenta convencer Rafaela Camaraense a disputar o Governo do Estado para marcar a posição da legenda. O que não será o caminho fácil.

Lupi admitiu que a articulação não é simples, pois o projeto não estava nos planos imediatos de Rafaela, mas as conversas estão em andamento.

Caso a candidatura própria não prospere, o caminho natural é o apoio ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB). Lupi destacou a "excelente relação" de anos com o prefeito, lembrando que o PDT já compõe a base municipal com vereadores e secretários.

O presidente do PDT lamentou a divisão do grupo político que anteriormente reunia figuras como candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), Lucas e Cícero. Ele ressaltou que, embora o caminho natural fosse a articulação com esse grupo, a falta de abertura forçou a legenda a buscar independência. “Como eles não nos querem, nós vamos buscar o nosso caminho”, concluiu Lupi.

A decisão final sobre se o partido lançará Rafaela Camarense ou se selará o apoio formal a Cícero Lucena deve ser anunciada em breve, após a conclusão das rodadas de conversa com as lideranças locais.

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