O custo do paraíso: turismo em alta ameaça ecossistemas marinhos em João Pessoa

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A cidade de João Pessoa vive atualmente uma intensa valorização turística que promove consequentemente um grande crescimento econômico. E o chamado “turismo de sol e mar” é um dos principais setores que sustentam essa evolução. Ao mesmo tempo, a maior presença de visitantes também traz consequências negativas, especialmente a interferência nas espécies marinhas que começam desde a especulação imobiliária em áreas costeiras suprimindo vegetação, causando assoreamento (deposição de sedimento) nas praias, liberação direta e indireta de poluição (como lixo) até a destruição dos organismos marinhos em decorrência do pisoteio, liberação inadequada de âncoras de embarcações e descaracterização dos ecossistemas pelo conjunto destas atividades. 

 

 

Os recifes de corais, por exemplo, sofrem com o pisoteamento, devido ao maior número de visitantes nas piscinas naturais, por exemplo.

 

“Do alto as imagens mostram piscinas naturais belíssimas, mas na água, a biodiversidade está cada vez mais pobre”,

 

afirma a professora Thelma Dias, doutora em ciências biológicas e coordenadora do Laboratório de Biologia Marinha da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

 

Grande parte do litoral paraibano é privilegiado pela presença de recifes costeiros que abriga uma rica biodiversidade que inclui corais, estrelas-do-mar, esponjas, medusas, moluscos, crustáceos e peixes, entre outros organismos marinhos. No entanto, todas estas espécies são afetadas pela poluição, pisoteio, entrada excessiva de sedimentos e coleta indiscriminada. Segundo a professora, o turismo é uma cadeia complexa de atividades que pode ter efeitos diversos sobre a natureza e com a retirada, soterramento e destruição direta dos organismos marinhos, o resultado é a perda de habitats e de espécies, empobrecendo a biodiversidade e tornando os recifes cada vez mais desequilibrados ecologicamente.

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