Paraibano pode assumir interinamente a articulação política do governo Lula após saída de Gleisi
A saída da ministra Gleisi Hoffmann do comando da articulação política do governo federal abriu a possibilidade de um paraibano assumir, ainda que de forma temporária, uma das funções mais estratégicas da Esplanada. Com a desincompatibilização da petista para disputar o Senado, o secretário-executivo Marcelo Almeida Cunha Costa pode passar a responder interinamente pela Secretaria de Relações Institucionais.
Caso se confirme, Marcelo Costa deixará de atuar apenas como “número dois” da pasta para assumir, na prática, a condução da articulação política do governo. A Secretaria de Relações Institucionais é responsável pela interlocução direta com o Congresso Nacional, sendo peça central para a construção de maioria e aprovação de pautas prioritárias do Executivo.
O cenário ocorre em meio à indefinição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre quem será o titular definitivo da pasta. A escolha é considerada estratégica dentro do governo, já que envolve a relação com deputados e senadores em um momento de pressão por votações importantes e reorganização da base aliada.
Enquanto o Planalto avalia nomes com maior peso político para assumir o cargo, cresce a possibilidade de que Marcelo Costa assuma interinamente a função, garantindo a continuidade das atividades da secretaria e evitando um vácuo na articulação política.
A eventual ascensão do paraibano ocorre em um momento sensível para o governo federal, em que a capacidade de diálogo e negociação com o Congresso será determinante para o avanço da agenda administrativa e política.
Para a Paraíba, a movimentação representa a possibilidade de um conterrâneo ocupar, ainda que temporariamente, o centro da articulação política nacional, colocando o estado em posição de destaque no núcleo das decisões em Brasília.