PL ABANDONA "TERCEIRO TURNO" PARA EMPLACAR COMANDO DO SENADO
BASÍLIA RODRIGUES | O Partido Liberal pediu para senadores da bancada e também aos recém-eleitos que abandonem polêmicas e discursos de "terceiro turno" da eleição presidencial, em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu derrotado, para centrar esforços na disputa pela presidência do Senado, ano que vem.
O partido intensificou a articulação por votos com opositores do governo Lula e também políticos de centro para eleger o senador Rogério Marinho, em 2027, ao comando do Senado, o que também significa ter a presidência do Congresso.
À coluna, políticos do PL afirmaram que "precisam chegar vivos ao Senado ano que vem" e que o partido quer evitar situações que passem a impressão de radicalismo, o que colocaria em risco apoios para Marinho.
O senador tem afirmado que não quer competir com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ao mesmo tempo, Marinho não abre mão de disputar a presidência do Senado. Tereza tem sido pressionada por alas da direita a desistir da candidatura, para que os votos de políticos mais moderados e de centro sejam transferidos para Marinho.
A principal candidatura é a do atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tentará um novo mandato. Alcolumbre já presidiu o Senado duas vezes.
Nas eleições de outubro, o PL elegeu 19 senadores para 2027. Será a maior bancada do Senado, somando os que já estavam, com 28 cadeiras.
Para ser eleito presidente do Senado, são necessários pelo menos 41 dos 81 votos possíveis - este número representa a maioria absoluta do Senado. O voto é secreto.
Com informações do SBT News.