PSB pagou mais de R$ 1,1 milhão à Quaest em contratos assinados por João Campos
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) pagou mais de R$ 1,1 milhão ao instituto Quaest entre dezembro de 2025 e julho de 2026, segundo registros públicos da Justiça Eleitoral. Os pagamentos fazem parte de contratos para a realização de pesquisas sobre a eleição em Pernambuco e foram assinados por João Campos, presidente nacional do partido e candidato ao governo em 2026.
Ao todo, foram seis transferências: R$ 112.253,98 em 1º de dezembro de 2025; R$ 112.253,98 em 8 de janeiro de 2026; R$ 234.625,00 em 6 de abril; R$ 207.783,90 em 18 de junho; R$ 234.625,00 em 7 de julho; e R$ 207.783,90 em 14 de julho.
A Quaest é um dos principais institutos de pesquisa do país e seus levantamentos são divulgados com frequência pela TV Globo e pela GloboNews. Em 12 de julho, por exemplo, Felipe Nunes, diretor da Quaest e principal rosto do instituto, anunciou que a empresa deixaria de fazer pesquisas para candidatos e partidos durante a campanha. Dois dias depois, a Quaest recebeu mais R$ 207.783,90 do PSB.
O que ainda não está claro é a que serviço esse pagamento se refere, quais pesquisas estavam previstas nos contratos e quais levantamentos foram efetivamente entregues ao partido. Os detalhes não estão disponíveis publicamente nos documentos consultados pela reportagem.
A relação financeira entre o PSB e a Quaest tem sido questionada pela oposição diante dos resultados divulgados pelo instituto nas últimas semanas sobre a eleição em Pernambuco. A sondagem mais recente apresenta diferenças em relação a outras pesquisas e a levantamentos internos de campanhas, os famosos trackings.
Todas as contratações foram firmadas diretamente entre o PSB e a Quaest, com João Campos assinando os documentos na condição de presidente nacional do partido. Foram mais de R$ 1,1 milhão movimentados ao longo de oito meses para pesquisas relacionadas à eleição estadual, período no qual os levantamentos de intenção de voto passaram a ter peso cada vez maior na disputa.
O Conexão Política entrou em contato com a Quaest e com o PSB, mas não houve resposta até a última atualização do texto.
Com informações do Conexão Política