Quiosques às margens do Açude Velho, em CG, devem ter atividades suspensas

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) expediu ofício ao Município de Campina Grande, requisitando a suspensão das atividades e do alvará de funcionamento de todos os quiosques existentes às margens do Açude Velho, local que foi atingido por um grau de poluição nunca antes visto no reservatório.

 

O ofício é assinado pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, que atua na defesa do meio ambiente e patrimônio social ao secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente do município, Dorgival Vilar. Ele integra o Inquérito Civil Público 001.2022.039833, que tramita na Promotoria de Justiça para apurar denúncia de despejo irregular de esgoto na rede de águas pluviais que deságuam no Açude Velho.

 

 

A medida adotada pelo representante do Ministério Público da Paraíba (MPPB) se deu após ele receber da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) um relatório em que a autarquia constatou que, por falta de rede coletora de esgotos, todas águas residuais poluídas originadas dos quiosques serem despejadas diretamente na bacia do Açude Velho.

 

O promotor Hamilton de Souza Neves Filho anexou ao ofício encaminhado ao secretário municipal cópia do relatório confeccionado pela concessionária de água do Estado e justificou que a exigência pela suspensão das atividades dos quiosques está fundamentada no artigo 129, inciso III, da Constituição Federal e artigo 25, inciso IV, da Lei 8.625/93.

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