Sobe para 20 mil o número de sites e canais ilegais de apostas identificados no Brasil

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Novo balanço do Ministério da Justiça aponta 20.318 registros, aumento de 21% em relação aos números divulgados em 7 de outubro.

Resumo

Ministério da Justiça encaminhou 20.318 sites e canais ilegais de apostas para bloqueio no Brasil.

Número representa aumento de 21% em relação ao balanço divulgado em 7 de outubro.

Total de sites de apostas identificados passou de 13.241 para 16.627.

Fiscalização identificou 3.691 páginas, perfis, grupos e servidores relacionados à divulgação irregular de apostas.

Telegram concentra 1.027 grupos identificados, que reúnem mais de 18,4 milhões de usuários.

O número de sites e canais digitais relacionados à oferta e à publicidade ilegal de apostas identificados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) subiu de 16.793 para 20.318. O novo balanço representa um aumento de 21% em relação aos dados divulgados em 7 de outubro, após a publicação da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu as bets no Brasil.

De acordo com os números atualizados, foram identificados 16.627 sites de apostas, contra 13.241 no levantamento anterior. Isso representa um acréscimo de 3.386 endereços encaminhados para bloqueio pelas autoridades.

O número de páginas, perfis, grupos e servidores relacionados à divulgação irregular de apostas também aumentou, passando de 3.552 para 3.691. Os canais foram identificados em redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados para divulgar plataformas ilegais e atrair apostadores.

Entre os canais identificados estão 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram e 1.027 grupos do Telegram, que reúnem mais de 18,4 milhões de usuários. No levantamento anterior, haviam sido identificados 900 canais e grupos do Telegram.

A fiscalização também identificou 115 perfis no TikTok, com 459.109 seguidores, além de 14 grupos de WhatsApp, com 369 participantes, e um servidor do Discord, com 26.589 membros. No balanço anterior, o TikTok aparecia com 103 perfis.

As ações são conduzidas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em atuação integrada com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

Segundo o MJSP, o objetivo é interromper a oferta e a publicidade irregular de apostas, além de reduzir o alcance de conteúdos que direcionam usuários para plataformas ilegais. Os números representam os endereços e canais identificados e encaminhados para bloqueio, não necessariamente aqueles já retirados do ar.

Governo disponibiliza canal para denúncias de sites de apostas ilegais

Com a proibição das apostas de quota fixa no Brasil, o Governo Federal passou a concentrar também as denúncias sobre sites e outras possíveis irregularidades envolvendo o setor. Os registros podem ser feitos pela plataforma Fala.BR, inclusive de forma anônima, e utilizados pelos órgãos responsáveis nas ações de fiscalização.

A fiscalização das apostas envolve diferentes órgãos e conta com uma força-tarefa responsável por centralizar as denúncias. As ações podem incluir bloqueio de sites, investigação financeira e criminal, encerramento de operadores e fiscalização de publicidade relacionada à atividade.

Para denunciar, o cidadão deve acessar a plataforma Fala.BR, entrar com a conta gov.br e selecionar “Nova manifestação” e, em seguida, “Denúncia”. Depois, é necessário indicar o órgão ao qual a manifestação será encaminhada. Nos casos relacionados ao Ministério da Fazenda, por exemplo, deve ser selecionado Ministério da Fazenda (MF).

No registro, o denunciante deve descrever o caso e fornecer informações que possam contribuir para a apuração, como endereços de sites apontados como ilegais. A plataforma também permite anexar documentos, imagens e outros arquivos relacionados à denúncia.

Após a conclusão do registro, o Fala.BR gera um número de protocolo que permite acompanhar o andamento da manifestação. A denúncia também pode ser feita de forma anônima. Nesse caso, porém, o denunciante não recebe protocolo e não poderá acompanhar posteriormente a apuração.

Com informações do Focus Brasil.

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