DENÚNCIA GRAVE: PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE RECEBE MAIS DE R$ 15 MILHÕES DO SUS E NÃO REPASSA AOS HOSPITAIS, EM DESCUMPRIMENTO DE LEI FEDERAL

Geral




Mais uma denúncia grave, com base em documentos oficiais, extratos bancários e legislação federal vigente.


A Prefeitura de Campina Grande, por meio do Fundo Municipal de Saúde, recebeu mais de R$ 15 milhões enviados pelo Ministério da Saúde para pagamento de serviços de Média e Alta Complexidade (MAC) prestados por hospitais e fundações que atendem pelo Sistema Único de Saúde.

Apesar disso, os valores não foram repassados aos hospitais no prazo legal, agravando uma crise que já se arrasta há meses.


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OS FATOS COMPROVADOS


Extratos oficiais indicam que os recursos foram creditados na conta do Fundo Municipal de Saúde de Campina Grande em 09 de janeiro de 2026. O montante líquido recebido ultrapassa R$ 15,5 milhões, conforme Ordem Bancária emitida no sistema federal, com destino exclusivo ao pagamento dos prestadores hospitalares do SUS.


Detalhes do repasse:

• Ano: 2026

• Entidade: Fundo Municipal de Saúde de Campina Grande

• Ação: Atenção à Saúde da População – Procedimentos MAC

• Grupo: Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar

• Valor bruto: R$ 16.123.140,31

• Valor líquido: aproximadamente R$ 15,5 milhões

• Tipo de transferência: Fundo a Fundo

• Finalidade: Pagamento de serviços hospitalares já prestados


Ou seja: o dinheiro chegou. O que não aconteceu foi o repasse aos hospitais.


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A LEI É CLARA: PRAZO MÁXIMO DE 5 DIAS ÚTEIS


A Portaria nº 2.617/2013, do Ministério da Saúde, determina de forma expressa:


O gestor municipal tem até o 5º dia útil após o crédito na conta do Fundo Municipal de Saúde para pagar os hospitais e estabelecimentos de saúde que prestam serviços de forma complementar ao SUS.


A norma é objetiva e não admite interpretação subjetiva. Descumprido o prazo, o gestor incorre em ilegalidade, sujeitando o município a:

• Suspensão de novos repasses federais

• Descontos automáticos em competências futuras

• Responsabilização administrativa, civil e política


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DESCUMPRIMENTO REITERADO DE TAC COM O MINISTÉRIO PÚBLICO


Além da legislação federal, há reiterado descumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Município e os hospitais, com acompanhamento do Ministério Público.


Mesmo com o dinheiro disponível:

• Hospitais não receberam

• Funcionários estão com salários atrasados

• Médicos e anestesiologistas paralisaram atividades

• Fornecedores suspenderam insumos

• Cirurgias foram canceladas

• Pacientes sofrem


O efeito é devastador e imediato sobre a assistência à saúde da população.


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CRISE ARTIFICIAL, SOFRIMENTO REAL


O não repasse dos valores não é falha técnica, não é atraso do Governo Federal e não é ausência de recursos.

Trata-se de retenção indevida de verba carimbada, que tem destino certo por lei.


O resultado:

• Hospitais à beira do colapso

• Profissionais sem receber

• Serviços suspensos

• Vidas em risco


Tudo isso com o dinheiro já na conta da Prefeitura.


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PERGUNTAS QUE EXIGEM RESPOSTAS

• Por que os hospitais não receberam dentro do prazo legal?

• Onde estão sendo alocados os mais de R$ 15 milhões do SUS?

• Quem autorizou o descumprimento da Portaria do Ministério da Saúde?

• Até quando pacientes e profissionais pagarão essa conta?


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CONCLUSÃO


O caso configura denúncia gravíssima, com indícios claros de ilegalidade administrativa, violação de norma federal e prejuízo direto à saúde pública.

A sociedade precisa de respostas. Os órgãos de controle precisam agir.

Saúde não pode ser instrumento de retenção financeira, muito menos de sofrimento humano.


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