OPINIÃO — MILTON FIGUEIRÊDO REAGIR É PRECISO!!! ENQUANTO OS ADVERSÁRIOS RODAM A PARAÍBA, JOÃO AZEVÊDO PARECE TER SUMIDO DO JOGO
Enquanto Nabor, Veneziano, André Gadelha e Queiroga percorrem a Paraíba, visitam prefeitos, empresas, instituições, eventos e lideranças, João Azevêdo parece ter desaparecido justamente quando a eleição começa a ganhar temperatura. Os adversários estão ocupando território, construindo alianças e acumulando fotografias, apoios e conversas políticas, enquanto a candidatura de João transmite uma preocupante sensação de ausência. Em política, não basta ter sido um bom governador: é preciso estar presente quando a disputa começa a exigir liderança.
A desidratação política parece cada vez mais visível. João ainda não conseguiu apresentar uma razão suficientemente forte para convencer a Paraíba de que sua eleição para o Senado será melhor para o Estado do que a escolha de seus adversários. Repetir que foi um grande governador e que levará sua experiência para Brasília é pouco. Senado não é extensão de gabinete de governador. É preciso dizer o que fará, quais bandeiras defenderá e, principalmente, como pretende representar prefeitos, municípios, empresários e setores produtivos diante do Governo Federal e do Congresso Nacional.
O problema é que, enquanto João parece administrar a candidatura à distância, seus concorrentes não param. Eles giram, conversam, negociam, recebem apoios e ocupam espaços. E eleição majoritária não perdoa ausência. Se a campanha de João continuar nesse ritmo, corre o risco de transformar uma candidatura que deveria entrar na disputa como protagonista em uma candidatura que passará boa parte da campanha tentando explicar por que perdeu terreno. Até agora, falta reação, falta agenda política mais agressiva e falta um norte claramente apresentado ao eleitor.
João Azevêdo precisa sair da zona de conforto imediatamente. Precisa atender telefone, responder mensagens, conversar com prefeitos, empresários e lideranças e começar a fazer política olho no olho. Não existe eleição ganha por currículo, nem mandato garantido por boas lembranças de governo. O passado pode abrir a porta, mas é o presente que constrói a vitória. Se João continuar olhando seus adversários crescerem enquanto permanece praticamente fora do circuito político da Paraíba, poderá descobrir tarde demais que, na política, quem não ocupa espaço acaba assistindo o adversário ocupar.
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