ANÁLISE: Sem cauda, Tyrone enfrenta caminho difícil para chegar à Câmara

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Fábio Tyrone deverá ser o principal nome do PSB na disputa por uma vaga de deputado federal, mas a matemática eleitoral impõe ao ex-prefeito de Sousa um obstáculo considerável. O problema não está necessariamente em sua votação individual, mas na capacidade do restante da chapa de ajudá-lo a alcançar os votos necessários para colocar o partido na disputa efetiva por uma cadeira.

Com uma projeção de aproximadamente 2,32 milhões de votos válidos na Paraíba, o quociente eleitoral ficaria na casa dos 193 mil votos. Para alcançar diretamente uma cadeira, o PSB precisaria chegar próximo desse patamar.

O cenário fica mais difícil porque a legenda não apresenta, até agora, uma cauda eleitoral robusta. Fora Tyrone, Jailma aparece nas projeções internas com possibilidade de votação próxima dos 20 mil votos. Os demais nomes teriam desempenho bem mais modesto.

Isso transfere para Tyrone praticamente todo o peso eleitoral da chapa.

Mesmo que alcance 100 mil votos, o PSB ainda precisaria acrescentar aproximadamente outros 93 mil para chegar a um quociente inteiro. Com 120 mil votos, ainda seriam necessários cerca de 73 mil votos vindos dos demais candidatos e da legenda.

A faixa dos 80% do quociente também se torna decisiva. Pela estimativa atual, ela estaria próxima dos 155 mil votos. Esse é o patamar exigido para que o partido participe da primeira etapa da distribuição das sobras, desde que tenha também candidato com pelo menos 20% do quociente eleitoral.

É exatamente aí que a falta de cauda pesa.

Tyrone pode obter uma votação expressiva, eventualmente superior à de candidatos eleitos por outras legendas, e ainda assim ficar numa situação delicada caso o PSB não consiga produzir votos suficientes no conjunto da chapa.

O sistema proporcional não premia apenas o desempenho individual. A força coletiva do partido é determinante para transformar votos pessoais em mandato.

No caso do PSB, a dificuldade está justamente nessa soma. Sem vários candidatos capazes de acrescentar volumes relevantes de votos, Tyrone terá de compensar praticamente sozinho uma chapa eleitoralmente estreita.

A disputa do socialista, portanto, tende a depender menos de sua posição entre os mais votados da Paraíba e muito mais da capacidade do PSB de construir, ao redor dele, os votos necessários para fazer a matemática fechar.

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