Desembargador Onaldo Queiroga e a defesa da alma nordestina — PoderPB

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Desembargador Onaldo Queiroga e a defesa da alma nordestina — PoderPB

Em um tempo em que tantas manifestações culturais são diluídas pela pressa, pelo consumo fácil e pela lógica comercial, o desembargador Onaldo Queiroga se destaca como uma voz firme na defesa da cultura nordestina, do autêntico forró e das tradições que ajudam a contar a história do nosso povo.

Sua relação com a cultura não é superficial nem circunstancial. É resultado de estudo, dedicação e, sobretudo, pertencimento. Onaldo conhece profundamente a obra de Luiz Gonzaga, compreende a importância histórica do Rei do Baião e reconhece no seu repertório muito mais do que música. Enxerga ali um registro vivo do Nordeste, de suas alegrias, dores, crenças, paisagens e personagens.

Defender Luiz Gonzaga é também defender uma forma de narrar o interior nordestino. É preservar a memória das feiras, das festas de padroeiro, das noites de São João, da sanfona, da zabumba e do triângulo. É valorizar o homem e a mulher do campo, o sertanejo, o retirante, o vaqueiro e tantos outros personagens que ajudaram a construir a identidade da região.

Onaldo Queiroga compreende que o forró autêntico não pode ser tratado apenas como entretenimento. Ele é patrimônio cultural, manifestação de resistência e elo entre gerações. Ao defender essa tradição, Onaldo também se contrapõe ao apagamento cultural e à substituição das raízes nordestinas por produtos musicais sem identidade ou compromisso com a história.

Sua atuação em favor da cultura demonstra que o desenvolvimento de um povo não depende apenas de obras, instituições ou avanços econômicos. Um povo também precisa preservar sua memória, reconhecer seus símbolos e transmitir às novas gerações aquilo que o torna único.

Ao valorizar Luiz Gonzaga, o baião, o forró tradicional e as tradições do interior, Onaldo Queiroga presta um serviço que ultrapassa a literatura e a pesquisa. Ele ajuda a manter viva a alma nordestina.

Em sua trajetória, a cultura não aparece como ornamento. Surge como compromisso. Um compromisso com as raízes, com a memória e com a dignidade de um povo que transformou sofrimento em poesia, saudade em canção e resistência em festa.

É por isso que Onaldo Queiroga merece ser reconhecido não apenas por sua atuação na magistratura, mas também como um verdadeiro defensor da identidade nordestina.

 

Com informações do PoderPB 

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