Governo assina cessão ao Santos em meio à briga com clubes sobre bets.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quinta-feira (1°/10), do ato da assinatura da cessão do Centro de Treinamento Rei Pelé ao Santos Futebol Clube. No Palácio do Planalto, ministros aproveitaram a ocasião para rebater críticas sobre a proibição das bets e o financiamento de times de futebol.
"Mestre de cerimônias" da assinatura, o advogado-geral da União, o ministro Jorge Messias, sem fazer menção direta à Medida Provisória das Bets, disse que "o melhor" do esporte brasileiro "não está no dinheiro, está na sua gente" e defendeu o "modelo de futebol" que não precisa do financiamento de casas de apostas.
"O melhor do futebol brasileiro não está no dinheiro, está na sua gente (...) Eu tenho certeza que quando nós fomos pentacampeões nós não precisávamos de bets. Quando o meu Sport [Clube do Recife] foi campeão em 87 contra o Flamengo da ministra Ester, não tinha bet. Nós temos um modelo de futebol em que valorizar as pessoas, cuidar de gente e preparar a base é a coisa mais importante", disse o AGU.
Já o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, disse que "o futebol pode contribuir para o desenvolvimento social e alegria do povo brasileiro sem a contaminação das bets" e que o esporte "não pode ter em sua história essa mácula".
"O esporte e o futebol representam alegria. Representam transformação. Representam vida. A gente não pode fazer com que o esporte e o futebol tenham em sua história essa mácula e essa dificuldade que o Brasil vem enfrentando", disse.
Estiveram presentes, além de autoridades, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, e ex-jogadores de destaque do time, como Serginho Chulapa, Clodoaldo Tavares e Pepe. O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que é santista, também esteve no ato.
Depois da medida provisória que determina a proibição da exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa seja sobre eventos esportivos em meios físicos ou virtuais, além de cassinos on-line, operadoras e o Flamengo acionaram o STF contra a determinação.
Com informações do Metrópoles Política.