Mais de 2 mil delegados da PF pedem impedimento de Gonet no caso Master

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), entidade que representa mais de 2,3 mil delegados, pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados ao caso Master em que ele próprio é citado.

A frente se dá depois que a PGR abriu um procedimento para analisar a atuação da Polícia Federal na produção do relatório que revelou mensagens de Daniel Vorcaro e referências a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e outras autoridades.

Na nota, a associação afirma ter recebido com “indignação e preocupação” a abertura do procedimento. Os delegados sustentam que os policiais responsáveis pelo relatório cumpriram uma determinação judicial expedida por André Mendonça e não poderiam deixar de executar a ordem.

A entidade pede que Gonet se abstenha de praticar atos como chefe da PGR e responsável pelo controle externo da atividade policial especificamente nos procedimentos relacionados aos fatos em que aparece citado.

A ADPF também pede o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR contra a atuação da Polícia Federal. Para a associação, eventuais questionamentos sobre a legalidade da determinação de Mendonça deveriam ser tratados no âmbito judicial, e não por meio de uma apuração sobre os policiais que cumpriram a ordem.

Os delegados ainda defendem que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados em toda a sua extensão, sem tratamento diferente conforme as autoridades envolvidas. A entidade externou ainda que prestará apoio aos policiais que participaram das diligências.

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