Michelle Bolsonaro fala em ‘punhalada’ e explica por que ainda não apoiou Flávio
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta, 24, em que explica por que ainda não embarcou na candidatura do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Ela diz ter sido humilhada no episódio em que se manifestou contra o PL apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e foi rebatida por Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.
Michelle atribui a Ciro a inelegibilidade do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e gostaria que o partido apoiasse o senador Eduardo Girão (Novo) no estado. Na véspera, o presidente do diretório e, o deputado André Fernandes, disse que o desejo de Michelle não mudaria em nada a decisão do PL.
Em dois vídeos de quase meia hora, Michelle diz ter sido “apunhalada” na situação do Ceará, e que Flávio não a procurou antes de a desautorizar nas redes sociais. Em dezembro passado, depois de Michele depois ter criticado publicamente a aliança do PL com Ciro, Flávio disse que a madrasta “atropelou” Bolsonaro e foi endossado pelos irmãos.
Michelle diz que, após o ocorrido, ele ligou para ela e foi “muito ríspido”. “Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, conta ela no vídeo.
Ela disse que os dois não conversaram desde então. “O Flávio vai à minha casa toda semana, mais de uma vez. Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Se considerasse necessário o meu apoio, já teria conversado”, continua.
A ex-primeira-dama diz ainda que não quer que o partido deixe de apoiar Ciro em um eventual segundo turno, mas que isso não aconteça ainda no primeiro, e que há uma rede de mentiras “coordenada a partir de quem está no exterior”. Ela não diz a quem se refere, mas parece fazer referência a Paulo Figueiredo, influenciador amigo de Eduardo Bolsonaro. “Vou desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa. Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou”, aponta.
Ela termina dizendo, ainda, que não carrega rancor. “Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo”, falou. “Mas preciso que você entenda uma coisa. E isso é importante. Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento.”
Com informações Veja.