MPT processa Meta em R$ 59 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral
ASSÉDIO ELEITORAL - O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação na Justiça contra a Meta, dona do Instagram, Facebook e Threads. O órgão pede que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que incentivem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa do voto.
➡️ O MPT também pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.
Após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, perfis nas plataformas passaram a publicar mensagens dirigidas a empregadores.
Empresários, influenciadores e até parlamentares orientam patrões a vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem eles votaram e, caso a escolha seja diferente da sua, demiti-los. Outras publicações expõem trabalhadores à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões.
Segundo o MPT, apenas quatro publicações de um único perfil, que tem selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas.
Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h desta quinta-feira (29), o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. Ao todo, foram registradas 3.396 denúncias nas eleições deste ano.
Com informações do Bom Dia Brasil