Presidente do TCE-MT liderava esquema milionário de corrupção, diz PF
Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), preso nesta quinta-feira (29/10), liderava um esquema milionário de corrupção instaurado dentro do órgão. O procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires também foi preso.v
De acordo com a corporação, há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria de que Sérgio Ricardo seria o responsável por liderar uma estrutura composta por operadores financeiros destinada à conversão, em dinheiro vivo, de valores retirados dos cofres do tribunal.
Segundo a PF, entre 1º de janeiro e 22 de outubro de 2025, foram registrados 150 saques em espécie nas contas bancárias do presidente do TCE-MT, que totalizaram R$ 15,6 milhões. Do total, 64 saques foram realizados diretamente no caixa das agências bancárias, enquanto outros 86 ocorreram em terminais de autoatendimento.
Relatórios de inteligência financeira analisados pela PF identificaram saques recorrentes e de alto valor nas contas de Sérgio Ricardo, inclusive com provisionamento prévio de dinheiro junto às instituições bancárias.
Batizada de Tomada de Contas, a ação policial investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do TCE-MT.
A investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
Além disso, são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie. As apurações também buscam identificar possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.
Ao todo, a Justiça autorizou seis prisões preventivas.
Nesta quinta (29), a PF apreendeu garrafas de vinho, relógios de luxo, carros e pilhas de dinheiro em reais e euros durante a Operação Tomada de Contas.
Com informações do Metrópoles.