Preso em operação, delegado Braz Morroni vê uso de algemas durante prisão como forma de lhe expor na imprensa

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Depois da prisão, na audiência de custódia, na última terça-feira (2), o delegado Braz Morroni, negou ter sido violentando pelos policiais que lhe prenderam, porém reclamou do fato de eles terem utilizados algemas no momento da sua prisão.

No vídeo da audiência, ao qual o blog teve acesso com exclusividade, o delegado disse que “estranhou o uso de algemas” e atribuiu a decisão a uma forma lhe expor na imprensa.

“Eu queria só acrescentar que em relação a violência, eu disse que não houve violências, mas o que me estranhou foi o uso de algemas só no período em que a mídia teve acesso às minhas imagens. O escrivão fez contato comigo, falou que eu tinha mandado de prisão, em nenhum momento [fui algemado]. Eu fui com ele [até a delegacia] e quando estava dentro da delegacia já foi determinado, segundo ele através da gestão, que eu fosse algemado justamente nesse trâmite até o [exame de] corpo e delito, não sei se para imprensa filmar”, citou o delegado.

Para Braz Morroni, ele foi algemado com intuito de “denegrir” a sua imagem, pois, de acordo com o delegado, em nenhum momento “ofereceu risco” aos policiais.

“Eu senti como um intuito de denegrir a minha imagem porque em nenhum momento eu ofereci risco, eu sempre colaborei desde o momento que ele [o policial] chegou sozinho e me informou do mandado de prisão e eu fui com ele [para delegacia]”, complementou Braz Morroni.

O delegado e mais dois policiais são investigados por integrar um esquema criminoso que vendia drogas apreendidas a traficantes faccionados. De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 10 milhões com os crimes.

Braz Morroni e os outros dois colegas estão presos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.

 

Com informações do PoderPB.

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