Quanto os maiores bilionários do Brasil perderem desde a reeleição de Lula
Juntos, os dez maiores bilionários do Brasil perderam $11,42 bilhões - cerca de R$ 61 bilhões desde a reeleição de Lula. Apenas um deles não registrou prejuízos do último dia útil antes da disputa eleitoral até a última terça-feira (27/10).
Os números constam no índice de bilionários da Bloomberg. O indexador monitora diariamente as variações do patrimônio das 500 pessoas mais ricas do mundo, levando em consideração os preços de mercado de ações de empresas de capital aberto e taxas de câmbio.
A maior perda no período foi do banqueiro André Esteves. O patrimônio do dono do BTG Pactual encolheu -$3,6 bilhões - aproximadamente R$ 19 bilhões. Em seguida, aparece Jorge Moll e a família do médico fundador e presidente do conselho de administração da Rede D'Or São Luiz. A queda, no intervalo, foi de $2,6 bilhões - cerca de R$ 13 bilhões na cotação atual.
Na lista, aparecem quatro integrantes da família Moreira Salles: os banqueiros Fernando e Pedro Moreira Salles, o cineasta Walther Moreira Salles e o escritor e documentarista João Moreira Salles. Somadas, as perdas dos herdeiros do Itaú ultrapassam os $3,72 bilhões - R$ 20 milhões.
O único da lista dos dez mais ricos do país monitorados pelo indexador que não teve prejuízo foi Jorge Paulo Lemann. O patrimônio do mega empresário suíco-brasileiro subiu $0,3 bilhão, cerca de R$ 1,6 bilhão no intervalo.
A oscilação reflete a turbulência no mercado brasileiro provocada pela disputa eleitoral - e já observada em eleições anteriores. No dia seguinte ao primeiro turno das eleições, o patrimônio de André Esteves, por exemplo, saltou de $13,2, na véspera do pleito, para $15,8. Um aumento de $2,6 bilhões ou R$ 14 bilhões.
O movimento de recuperação após o tombo já é percebido considerando os resultados da última segunda-feira (26/10), quando o prejuízo dos bilionários era ainda maior. Especialistas apontam, justamente, uma possível recuperação lenta e gradual dos ativos que perderam valor após a vitória de Lula.
Com informações do Metrópoles.