A biografia controversa de André Janones, o herói improvável da virada de Lula
EDIÇÃO DA SEMANA | Há variados fatores que podem explicar a espetacular vitória de Lula no segundo turno — as medidas anunciadas às vésperas do pleito, a alta rejeição ao opositor, o medo difundido entre grupos vulneráveis, a propaganda do horário eleitoral gratuito. Tudo isso naturalmente renderia votos ao petista, mas não o suficiente para a inédita virada em apenas 21 dias. O que fez a diferença foi uma mudança de estratégia na etapa final da campanha.
O PT apostou na militância digital, criou o canal Exército do Lula e, de maneira coordenada, passou a distribuir tarefas, ditar aos seguidores a forma como deveriam se manifestar nas redes, enumerar os fatos que deveriam ser impulsionados ou ignorados, orientar sobre como confrontar os adversários, convocar manifestações e vigílias, além de divulgar boatos e notícias falsas. No domingo 25, no discurso feito logo depois da apuração que lhe conferiu o quarto mandato, Lula rendeu uma homenagem especial ao “companheiro” e “general” da tropa que, segundo ele, foi decisivo para a conquista da reeleição e será de agora em diante uma referência para a área de comunicação do governo.
Por Por Nicholas Shores e Ricardo Chapola
Foto: Nicolas Hernandez/Anadolu/Getty Images
Com informações de Revista VEJA
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