Derrota e fuga de Flávio podem definir o declínio político da família Bolsonaro

Geral Redação Blog MF
Derrota e fuga de Flávio podem definir o declínio político da família Bolsonaro

EDIÇÃO DA SEMANA | Era pouco mais de 16h de segunda-feira, 26, um dia após a derrota para Lula, quando Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo no qual criticava o ministro Alexandre de Moraes por recolher seu passaporte em razão de uma investigação no STF. “Eu nunca pensei em sair do país”, disse. Pouco mais de 42 horas depois, no entanto, dois veículos cortavam a movimentada rodovia Interstate 95 (I-95), em Miami, em imagens mostradas por TVs americanas, levando o senador, esposa e duas filhas após o desembarque da família de um jatinho no aeroporto executivo de Opa-Locka, no mesmo condado de Miami-Dade. Foi o desfecho de uma saga, que incluiu passagens por Argentina e Equador, e deixou um rastro de questionamentos, não apenas em relação à decisão, mas sobre o seu impacto para a direita brasileira, que saiu das urnas com quase 60 milhões de votos e agora não sabe exatamente para onde ir.

 

Politicamente, Flávio não deixou pouca coisa para trás. Além da votação expressiva, que o habilitava a liderar a oposição, o seu PL fez a maior bancada da Câmara (121 deputados), terá a maior do Senado (28 de 81 senadores) e foi a legenda que mais elegeu governadores (seis). O partido cresceu no vácuo da família Bolsonaro, e o desafio posto é como se afastar gradativamente do clã sem que isso soe como deslealdade.

 

 

 

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