Os chicaneiros sabem que Moraes não resistirá a uma investigação séria
É a outra vergonha que assistimos no STF. Estou falando da chicana em torno da autorização ou não para a PF investigar Alexandre de Moraes.
Que fique claro como raio de sol entre as nuvens lançadas pela imprensa que oscila entre o colaboracionismo venal e a ingenuidade colaborativa: ao contrário do que afirmam nos seus ofícios seriais, os ministros chicaneiros não querem ter mais elementos para embasar o seu voto.
Eles querem, isso sim, é jogar o julgamento para as calendas com um amontoado de questões inúteis, impedir a investigação de Moraes pela PF, inventar nulidades, garantir a impunidade do colega, manter o amigão de Daniel Vorcaro no tribunal - e enlamear a reputação de André Mendonça por ter tido a ousadia de enfrentar o corporativismo no tribunal.
Espera-se que a chicana diversionista não obnubile o único ponto que interessa: Moraes mentiu sobre a sua relação promíscua com Vorcaro e não consegue dar explicação a respeito de nenhuma das descobertas escandalosas feitas até o momento.
Repetir perguntas irrespondidas ajuda a manter o foco em meio à balbúrdia dos chicaneiros:
Diga aí, Moraes, o que você respondeu ao fraudador quando ele pediu a proteção do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet?
E o que você sugeriu quando ele perguntou se deveria cair fora logo? Aconselhou-o a fugir?
Vamos lá, ministro, por que você mandou as respostas às mensagens de Vorcaro em modo de exibição temporário? Nesse caso, por que não lhe se aplicaria o mesmo critério empregado por você para condenar a cabeleireira Débora dos Santos a 14 anos de prisão?
Não foi você que escreveu a respeito das mensagens apagadas por ela que "se o indivíduo tivesse convicção de sua inocência, não teria motivo para eliminar registros que poderiam confirmar sua versão dos fatos"?
Com informações do Metrópoles.