Repórter investigativo do Fantástico, Maurício Ferraz apura na Paraíba caso que prendeu delegado e policiais civis
A Operação Perfidus, que resultou na prisão de um delegado e de investigadores da Polícia Civil da Paraíba, deve ganhar repercussão nacional no próximo domingo, 7 de junho, no Fantástico, da TV Globo. O repórter investigativo Maurício Ferraz desembarcou em João Pessoa para produzir uma reportagem especial sobre o caso, que expôs suspeitas graves envolvendo integrantes da própria segurança pública do Estado.
De acordo com informações de bastidores, a equipe do Fantástico está ouvindo representantes do Ministério Público, da Polícia Civil da Paraíba, a defesa do delegado preso e também as defesas dos demais acusados. A proposta da reportagem é reunir os principais elementos da investigação e apresentar, em rede nacional, os detalhes da operação que abalou a cúpula policial paraibana.
A Operação Perfidus foi deflagrada na terça-feira, 2 de junho, e levou à prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil. A Justiça da Paraíba manteve as prisões após audiência de custódia. Segundo o Jornal da Paraíba, os três são investigados por suspeita de envolvimento em um esquema que teria relação com tráfico de drogas, corrupção e favorecimento a organização criminosa.
O caso ganhou forte repercussão por envolver policiais civis que, em tese, deveriam atuar no combate ao crime organizado. As investigações apontam suspeitas de que agentes públicos teriam desviado drogas, repassado informações sigilosas e mantido relação com criminosos. A apuração também ocorre em meio ao avanço de facções criminosas na Paraíba, tema que já foi abordado recentemente pelo próprio Fantástico em reportagem sobre a atuação de uma facção do Rio de Janeiro em cidades paraibanas.
A presença de Maurício Ferraz em João Pessoa indica que o caso deve ganhar destaque nacional. O jornalista é conhecido por reportagens investigativas de grande repercussão na TV Globo e agora acompanha de perto os desdobramentos da operação que colocou sob suspeita integrantes da Polícia Civil paraibana.
A reportagem do Fantástico deve mostrar o que dizem os investigadores, o Ministério Público e as defesas dos acusados. Até o julgamento final, todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Com informações do Poder PB.