Depressão funcional: quando a rotina esconde o sofrimento emocional

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Acordar cedo, ir para o trabalho, depois à academia e ainda manter as redes sociais atualizadas. A rotina que estampa o manual do sucesso contemporâneo muitas vezes esconde uma realidade preocupante: o adoecimento mental mascarado pela eficiência. Mais do que isso, a vida de muitos regida no piloto automático. Não há prazer, tampouco alegria. São os dias passando em um enorme atropelo. Conhecida como depressão funcional, essa condição descreve indivíduos que, mesmo diagnosticados com sofrimento psíquico severo, continuam cumprindo obrigações sociais e profissionais.

Esse fenômeno mais recente desafia o estereótipo clássico da depressão, que vira e mexe está sempre associado a um tipo de tristeza que mal permite levantar da cama. Além disso, faz uma pergunta importante sobre o tema: qual o limite de uma cultura que glamouriza o esgotamento? E embora não conste como um diagnóstico formal no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a expressão ganhou força nos consultórios para categorizar quem opera no chamado modo automático.

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