Flávio Bolsonaro afirma que Rogério Marinho será sua escolha para a presidência do senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta sexta-feira (30) que vai indicar o senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição, para disputar a presidência do Senado. O anúncio foi feito em uma transmissão ao vivo, já depois de ele ter deixado o Brasil. Derrotado na corrida presidencial, Flávio defendeu que o Congresso seja o principal palco da oposição ao novo mandato de Lula (PT).
Marinho coordenou a campanha de Flávio ao Planalto e é um dos nomes da direita que querem comandar a Casa. Ele terá pela frente o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição, e ainda pode enfrentar uma candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Alcolumbre tem avaliado discutir anistia ou indulto a Jair Bolsonaro, numa tentativa de conquistar votos entre parlamentares de direita. Ele apresenta a ideia como parte de uma agenda de pacificação. O governo também apoia a recondução de Alcolumbre: na segunda-feira (26), em reunião no Palácio da Alvorada, Lula garantiu o respaldo da base governista à reeleição dele e à de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara.
Para Flávio, eleger Marinho seria uma forma de resistir às medidas do governo. Ele fez críticas à política econômica de Lula, previu piora no cenário do país e disse que continuará atuando politicamente de fora do Brasil. Afirmou ainda que recuou para depois avançar e pediu que seus apoiadores se mantenham firmes, definindo o Senado como a "trincheira" da oposição. Também disse considerar repugnantes as negociações que, na avaliação dele, usam a liberdade do pai como moeda política.
Depois da derrota no segundo turno, Flávio foi aos Estados Unidos com a família. Antes de viajar, havia sido intimado a entregar os passaportes à Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega qualquer irregularidade.
Com informações de Jovem Pam News