OPINIÃO - MILTON FIGUEIRÊDO PESQUISAS ELEITORAIS NA PARAÍBA VIRAM UM FESTIVAL DE NÚMEROS: QUATRO INSTITUTOS, RESULTADOS QUE NÃO BATEM E UM ELEITOR COM O DIREITO DE PERGUNTAR — QUEM ESTÁ MEDINDO A ELEIÇÃO OU QUEM ESTÁ TENTANDO FABRICAR O RESULTADO?

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OPINIÃO - MILTON FIGUEIRÊDO  PESQUISAS ELEITORAIS NA PARAÍBA VIRAM UM FESTIVAL DE NÚMEROS: QUATRO INSTITUTOS, RESULTADOS QUE NÃO BATEM E UM ELEITOR COM O DIREITO DE PERGUNTAR — QUEM ESTÁ MEDINDO A ELEIÇÃO OU QUEM ESTÁ TENTANDO FABRICAR O RESULTADO?

A sucessão estadual de 2026 começa cercada por uma pergunta incômoda: EM QUAL PESQUISA O PARAIBANO DEVE ACREDITAR? Em um intervalo de poucos dias, Seta, Real Time Big Data, Quaest e Índice apresentaram cenários bastante diferentes para a disputa pelo Governo. Lucas Ribeiro aparece com 34,1%, 35%, 38% e 33,6%, enquanto Cícero Lucena surge com 24,3%, 25%, 19% e 32,2%. Não se trata de uma diferença meramente estética: entre determinados levantamentos, a distância muda completamente a interpretação sobre o equilíbrio da eleição. Afinal, qual dessas fotografias está mais próxima da realidade?

No Senado, a discrepância também merece atenção. João Azevêdo aparece com 36,1% no Seta, 29% no Real Time Big Data, 27% na Quaest e 38,6% no Índice. Os demais candidatos igualmente apresentam oscilações importantes. Evidentemente, metodologias diferentes podem produzir resultados diferentes. Mas o eleitor não pode ser obrigado a simplesmente engolir qualquer percentual publicado sem questionar amostra, metodologia, período de coleta, distribuição territorial, perfil dos entrevistados e critérios de ponderação.

Todos os levantamentos possuem registros na Justiça Eleitoral: Seta, PB-09880/2026; Real Time Big Data, PB-07790/2026; Quaest, PB-07850/2026; e Índice, PB-04351/2026. Mas registro não é certificado de verdade. Não significa que a Justiça Eleitoral tenha atestado que aquele percentual corresponde à realidade. É justamente por isso que a sociedade precisa exercer seu papel de fiscalização. Quem coloca números na praça precisa ter responsabilidade para explicar como chegou a eles e sustentar tecnicamente cada percentual divulgado.

É preciso deixar claro: NÃO ESTOU ACUSANDO NENHUM INSTITUTO DE FRAUDE OU MANIPULAÇÃO. Isso exigiria provas. O que estou fazendo é uma cobrança pública e legítima diante de diferenças que chamam atenção. Pesquisa eleitoral não é brincadeira. Pesquisa pode influenciar voto, produzir euforia ou desânimo, modificar alianças e interferir diretamente na percepção do eleitor. Por isso, quem eventualmente utiliza pesquisa para fabricar uma realidade que não existe presta um enorme desserviço à democracia — e quem tiver responsabilidade sobre isso precisa responder perante a sociedade.

O PARAIBANO MERECE RESPEITO. NÃO PODE HAVER UMA ELEIÇÃO COM UMA PESQUISA PARA CADA NARRATIVA. Se os números são tecnicamente corretos, que sejam explicados e defendidos. Se houver erro, que seja reconhecido. E se algum dia ficar comprovada manipulação deliberada, que os responsáveis sejam rigorosamente responsabilizados. O que não podemos aceitar é transformar a opinião pública em laboratório de números convenientes. QUATRO INSTITUTOS, QUATRO FOTOGRAFIAS E UMA PERGUNTA QUE PRECISA SER RESPONDIDA: ESTÃO PESQUISANDO A VONTADE DO PARAIBANO OU TENTANDO INFLUENCIAR A VONTADE DO PARAIBANO?

 

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