"Se o supremo não resolver a crise, a solução virá de fora"
A sociedade brasileira volta suas atenções, amanhã, para a sessão extraordinária em que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) analisarão a possibilidade de investigar um de seus integrantes. Com transmissão feita pelos veículos de comunicação do Supremo — como TV e rádio Justiça e o canal no YouTube — a sessão tem como personagem central, o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de manter interlocução com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Master.
Outra sessão está agendada para o dia 23 de setembro, desta vez, para julgar o comportamento de André Mendonça, relator do caso no STF. Em entrevista ao Correio, o professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gustavo Sampaio, analisa a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, além de considerar que a transmissão da sessão de amanhã — que vai avaliar se a Corte deve julgar a relação entre ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro — é uma "dívida" que o STF tem com a sociedade.
As sessões refletem uma crise sem precedentes na história da Suprema Corte brasileira. Sampaio avalia que a atual troca de farpas entre ministros do Supremo contribui para "a pior imagem possível" em 135 anos de tribunal. Ele defende que a própria Corte resolva a crise antes que a solução venha do Congresso.